Voltar para publicações

Informativo Jurídico

Mitos sobre a Lei Maria da Penha

14/02/2026

A Lei Maria da Penha ainda é cercada por muitas informações equivocadas, o que acaba dificultando sua aplicação e, principalmente, afastando mulheres da proteção que a lei oferece. Por falta de esclarecimento, alguns mitos acabam sendo repetidos com frequência e precisam ser corrigidos.


Um dos erros mais comuns é acreditar que a Lei Maria da Penha só se aplica quando há agressão física. Isso não é verdade. A lei foi criada justamente para proteger a mulher também em situações em que a violência não deixa marcas no corpo, mas causa danos emocionais, psicológicos e financeiros.


Outro mito bastante difundido é o de que apenas mulheres casadas ou que moram com o agressor podem ser protegidas pela lei. Na prática, a proteção se estende a qualquer relação íntima de afeto, como namoro, união estável ou até mesmo relacionamentos já encerrados.


Também é comum pensar que só é possível pedir medidas protetivas após registrar boletim de ocorrência ou iniciar um processo criminal. A lei, porém, tem caráter preventivo e busca agir antes que a violência se agrave, permitindo a adoção de medidas urgentes para proteger a mulher diante do risco.


A verdade é que a Lei Maria da Penha reconhece diferentes formas de violência, como a psicológica, moral, sexual e patrimonial, e tem como principal objetivo garantir a segurança, a dignidade e a integridade da mulher. Desmistificar essa legislação é essencial para que mais mulheres compreendam seus direitos e busquem proteção no momento certo.

Dra. Letícia Tavares

Advocacia e Consultoria Estratégica

Dúvidas sobre o assunto?